segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Espelho meu, Espelho meu… Diz-me quem sou eu

PARTE 2


Usamos inúmeras vezes as outras pessoas como nossos espelhos sem nos darmos conta. 

Espelhos são objectos que reflectem a nossa imagem. 

E existem pessoas pela nossa vida fora que são nossos espelhos. 
Tanto podem ser características agradáveis como desagradáveis. 

As desagradáveis são as que temos mais dificuldade em identificar e aceitar como sendo algo que temos em nós mesmos.

Portanto aquela pessoa que nos irrita, que nos transtorna ou que causa qualquer outro sentimento negativo dos mais variados graus é um espelho nosso quer aceitemos quer não. 
Se nos incomoda é porque mexe connosco. Se mexe connosco é porque faz alguma espécie de eco dentro de nós.

Podemos dizer que é impossível termos alguma coisa em comum com aquela pessoa. Dizer que somos completamente diferentes. 

Contudo todas as pessoas que se cruzam connosco têm alguma coisa para nos ensinar e por vezes nós também às mesmas. Podemos ser espelhos de outras pessoas, mas isso é com elas e não connosco.

O que acontece muitas vezes é que de forma a nos chamar a atenção, esse espelho é exagerado na sua característica. 

Por isso dizemos muita vez que somos muito diferentes dessa pessoa. 
Seremos mesmo assim tão diferentes?

Quanto mais depressa aprendermos a lição que essa pessoa tem para nós, mais depressa ela segue caminho, ou nós seguimos caminho, ou deixamos de nos incomodar tanto com essa pessoa.

Para tirar o melhor proveito da lição devemos nos questionar sobre essa caraterística exagerada que a pessoa manifesta e que nós não gostamos nada. 

Devemos nos perguntar até que ponto temos essa característica em nós e questionar porque negamos essa característica em nós (exemplo: arrogância).

Entender o porquê de nos incomodar tanto essa característica é meio caminho andado para aceitar que a temos e perceber o que podemos fazer para a melhorar e aceitar como sendo nossa.

Devemos sempre tentar tirar conclusões positivas.

O conflito com a outra pessoa poderá se resolver ou não. Temos de ter em conta que a pessoa que faz de nosso espelho também é um Ser Humano com as suas qualidades e defeitos e com o seu próprio caminho e lições para aprender e nem sempre serão capazes de lidar de forma positiva em relação a como se relacionam (ou não se relacionam) connosco.


Aceitem os espelhos que a vida trás. 

Aprendam com eles, perdoem-nos e perdoem-se a si mesmos.

 Algumas lições serão mais dolorosas e difíceis que outras mas no fim sentir-se-ão aliviados por finalmente terem entendido a lição e poderem passar à seguinte!

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