segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Receita para escrever


Esta é uma receita de escolha múltipla. 

Não existe uma escolha única. 

Em cada passo deverá escolher um ingrediente ou indicar e usar um que não esteja na lista mas que cumpra a mesma finalidade.



Objectivo: Escrever.

Resultado final: Poesia ou prosa.



1.Material
a)      Papel de qualquer tamanho, cor ou textura.
b)      Caneta de qualquer cor, lápis.
c)      Computador.
d)     Máquina de escrever.
e)      Outro (escrever qual):



2.Local de trabalho
a)      Casa (divisão a escolher).
b)      Praia.
c)      Campo.
d)     Montanhas.
e)      Parque de merendas.
f)       Autocarro.
g)      Comboio.
h)      Avião.
i)        Outro (escrever qual):



3.Agora vamos ao que realmente interessa…a MAGIA das palavras! Escrever é uma sensação quase indescritível de abrir o coração. De deixar a sua magia espalha-se pelo papel letra a letra… É materializar pensamentos, sentimentos, sensações. Escrever é despojar-se, é desnudar-se, é entregar-se às palavras. Estas tornam-se rainhas e nós os seus mestres.



4.NÃO PENSE! Não deixes os pensamentos interferirem no processo. Simplesmente sinta!



5.Não se preocupe com os que os outros irão pensar sobre o que escreve. Escreva para SI MESMO.



6.Escreva por PRAZER.



7.Escreva porque precisa, porque necessita escrever…



8.Dê asas à imaginação e deixe simplesmente o seu coração falar.



9.Quando terminar de escrever sentirá uma paz imensa e uma alegria por vezes serena por vezes esfuziante.



10.É assim a alma de um escritor, seja público ou anónimo. O que interessa é escrever, escrever, escrever. Despejar palavras do coração e perceber que é uma fonte inesgotável pois o coração NUNCA para de falar!



11.Por fim não se critique. Não critique o que o seu coração escreve. Escreva muito, pois até a escrita do coração leva tempo a se clarificar. Treine até que ele fale limpidamente.




12.NUNCA deixe de escrever!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Espelho meu, espelho meu... Diz-me quem sou eu

PARTE 3


Um pouco mais complexo é perceber exactamente como aprender com os nossos espelhos.

    Primeiro temos de identificar qual a característica ou caraterísticas que a outra pessoa espelha.

Muitas vezes como forma de protecção negamos ter essa característica em nós mesmos e negamos qualquer responsabilidade sobre os nossos menos nobres sentimentos sobre essa pessoa. 

Afinal essa pessoa tem defeitos que não suportamos.

A maior parte das vezes essa característica é exagerada em relação à proporção em que ela existe em nós mas como bom espelho que é, a pessoa reflecte a importância que nós damos a essa característica em termos de tamanho/dimensão.


Assim aparece-nos um espelho em exagero para que nós sejamos obrigados a enfrentar essa mesma característica fora de nós mesmos. 

Mesmo assim muitas vezes não o conseguimos fazer sendo que o conflito se prolonga por tempo indefinido.

Após identificada a característica é muito importante perceber em que polo/extremo nos encontramos.


Podemos ver o exemplo da arrogância como a característica espelho. 

Conhecemos uma pessoa que não suportamos porque é muito arrogante. 

Precisamos analisar essa característica em nós e perceber em que polo/extremo nos encontramos:


- O polo/extremo em que ficamos quietos para não sermos julgados arrogantes.

- O polo/extremo em que somos arrogantes.


    Em ambos os polos/extremos podemos ser julgados pelos outros como arrogantes. 
    No primeiro pela inacção, no segundo pela acção. A arrogância é usada como exemplo mas poderá ser qualquer outra característica. 
    Por norma a pessoa espelho encontra-se no polo/extremo oposto ao nosso. 

E não é pouco comum a característica esta associada a um medo nosso. Neste caso o medo seria de ser julgado arrogante ou o de ser arrogante consoante o polo/extremo em que nos encontramos.


     A pessoa espelho surge não só como reflexo de uma característica que não aceitamos em nós mas também como uma que temos medo de desenvolver/ter. De uma forma ou de outra podemos ser julgados por termos essa característica seja por inacção, seja por acção.


     A nossa lição é aprender a lidar com o polo/extremo em que nos encontramos e aprender com a outra pessoa (espelho) que se encontra no outro polo/extremo. 

Tendo assim dados sobre os dois polos/extremos e após a aceitação da existência dos mesmos poderemos então procurar o Equilíbrio que se encontra exactamente entre os dois polos/extremos. Esse equilíbrio é a grande aprendizagem.


Espelho meu, Espelho meu… Diz-me quem sou eu

PARTE 2


Usamos inúmeras vezes as outras pessoas como nossos espelhos sem nos darmos conta. 

Espelhos são objectos que reflectem a nossa imagem. 

E existem pessoas pela nossa vida fora que são nossos espelhos. 
Tanto podem ser características agradáveis como desagradáveis. 

As desagradáveis são as que temos mais dificuldade em identificar e aceitar como sendo algo que temos em nós mesmos.

Portanto aquela pessoa que nos irrita, que nos transtorna ou que causa qualquer outro sentimento negativo dos mais variados graus é um espelho nosso quer aceitemos quer não. 
Se nos incomoda é porque mexe connosco. Se mexe connosco é porque faz alguma espécie de eco dentro de nós.

Podemos dizer que é impossível termos alguma coisa em comum com aquela pessoa. Dizer que somos completamente diferentes. 

Contudo todas as pessoas que se cruzam connosco têm alguma coisa para nos ensinar e por vezes nós também às mesmas. Podemos ser espelhos de outras pessoas, mas isso é com elas e não connosco.

O que acontece muitas vezes é que de forma a nos chamar a atenção, esse espelho é exagerado na sua característica. 

Por isso dizemos muita vez que somos muito diferentes dessa pessoa. 
Seremos mesmo assim tão diferentes?

Quanto mais depressa aprendermos a lição que essa pessoa tem para nós, mais depressa ela segue caminho, ou nós seguimos caminho, ou deixamos de nos incomodar tanto com essa pessoa.

Para tirar o melhor proveito da lição devemos nos questionar sobre essa caraterística exagerada que a pessoa manifesta e que nós não gostamos nada. 

Devemos nos perguntar até que ponto temos essa característica em nós e questionar porque negamos essa característica em nós (exemplo: arrogância).

Entender o porquê de nos incomodar tanto essa característica é meio caminho andado para aceitar que a temos e perceber o que podemos fazer para a melhorar e aceitar como sendo nossa.

Devemos sempre tentar tirar conclusões positivas.

O conflito com a outra pessoa poderá se resolver ou não. Temos de ter em conta que a pessoa que faz de nosso espelho também é um Ser Humano com as suas qualidades e defeitos e com o seu próprio caminho e lições para aprender e nem sempre serão capazes de lidar de forma positiva em relação a como se relacionam (ou não se relacionam) connosco.


Aceitem os espelhos que a vida trás. 

Aprendam com eles, perdoem-nos e perdoem-se a si mesmos.

 Algumas lições serão mais dolorosas e difíceis que outras mas no fim sentir-se-ão aliviados por finalmente terem entendido a lição e poderem passar à seguinte!

Espelho meu, Espelho meu… Diz-me quem sou eu


PARTE  1


Todos nós temos em consideração o que os outros pensam sobre nós.
Foi-nos incutido desde sempre. 
Pelos nossos pais, pelos nossos avós a típica frase: 

“O que é que fulano ou beltrano vai pensar?” 

E nós crescemos, vamos para a escola, arranjamos emprego, família, filhos. 

E trazemos connosco esse “O que é que X ou Y vai pensar de nós?".

Já pararam para questionar porque é que importa o que os outros vão pensar de nós? 
O que é que nós fazemos que nos suscite essa pergunta? 


Será que de facto cometemos assim tantos actos vergonhosos que façam os outros falar ou será que está tudo no nosso psicológico incutido por quem pensava que nos estava a dar a melhor educação possível (e estava dentro das suas possibilidades e conhecimentos)?

Será que temos de ter assim tanta vergonha de nós mesmos? 

Não deveríamos antes começar a dar mais crédito a nós mesmos? 

Às nossas qualidades mais do que aos nossos defeitos?


Peguem na questão sobre o que os outros irão pensar de nós. 

Os outros são perfeitos? 

Os outros vivem dentro da nossa cabeça? 

Os outros conhecem-nos? 

O que é que os outros têm a ver com o que fazemos ou deixamos de fazer? 

Não somos todos livres?

Porque não esquecemos o que os outros pensam e começamos nós a pensar nas seguintes questões:


- Porque é que me desvalorizo perante os olhos dos outros?

- O que posso fazer para me valorizar mais, para me estimar mais e amar mais?

- Quais são as minhas qualidades, aptidões, dons? De que forma posso desenvolvê-los?

- Faço aquilo que gosto?

- Sou uma pessoa genuína?

- O que posso fazer para ser a pessoa que EU quero ser ou para ser alguém melhor?



Todos nós sem excepção temos defeitos e temos qualidades. 

O que fazemos ou deixamos de fazer tem de agradar unicamente a nós mesmos. 
Respeitem sempre a liberdade dos outros mas também a vossa.


Sejam vocês mesmos e amem-se por isso! 

Se o fizerem, o que Fulano ou Beltrano disser não irá interessar assim tanto! 


Sejam felizes e autênticos!

sábado, 21 de setembro de 2013

Agradecer

Agradecer. 
É estar grato no coração. 
É estar em paz consigo mesmo. 
É afastar o ruído de fundo que teima em se manifestar.

Sentada na praia. Pés descalços na areia. A brisa refresca ao mesmo tempo que o Sol aquece. Respiro fundo…

O Mundo diz-me que a vida está cheia de problemas. Cresci a pensar assim e cheguei a adulta a pensar assim. Que mundo negro e sem cor. Que mundo sem sabor.

Mas não é isso que o mar me diz… Não é isso que Sol me diz… Não é isso que a areia me diz e o que o vento me diz… Eles dizem-me a vida é boa… 

Basta sentir e saborear como o sal do mar que nos fica nos lábios após o belo mergulho. 

Porque não mergulhamos na vida em vez de chapinhar e ter medo das ondas?

Nunca saberemos o que as ondas nos trazem se não formos ao encontro delas.

Decidi que não queria mais viver segundo os ensinamentos que me passaram. O Mundo não é um lugar hostil e mau. Nós é que decidimos ser hostis e maus connosco mesmos e com os outros. Mas não tem de ser assim.

Podemos escolher ser Felizes. Sim podemos!!! Nós somos os Arquitectos da nossa própria vida. Cabe a nós tomar as rédeas e decidir que a partir de agora quem manda somos nós.

Acabaram-se as reclamações, acabaram-se os resmungos. Começaram os sorrisos e os risos.

Cada problema deve ser enfrentado com o sorriso pois o sorriso é a energia que o coração precisa para encontrar a solução. 

Sorria mesmo que no início não tenha vontade. O sorriso é combustível para a felicidade.

Encante-se com as pequenas coisas. Procure-as e elas irão surgir.

Seja diferente dos outros e agradeça em vez de reclamar. Sentir-se-á mais leve e o problema curiosamente parecerá mais pequeno. 
Comece pouco a pouco… 

Foram muitos anos a pensar o oposto. Leva o seu tempo a encarrilhar no caminho da felicidade.

A partir daí tudo são descobertas.

Agradeça por tudo e por nada e começará a ver as mudanças a surgir. Não duvide, pelo contrário, acredite. E verá como tudo muda!


Agradecer é um dom. 

Use-o. 

Use-o muitas vezes e verá que ele também funciona como um bálsamo curador.

Medo, Coragem e Foco

O coração bate mais depressa só de pensar na ideia. 
Sentimo-nos nervosos, ansiosos, até transpiramos... 
E tudo apenas com uma simples ideia. Por vezes são ideias que paralisam. Ficamos incapazes de ter outra reacção.

É normal que isto aconteça em situações extremas. É uma reacção do nosso corpo ao perigo. Colocar-nos em alerta para o caso de algo mau acontecer que ponha em perigo a nossa vida e a nossa sobrevivência.
Contudo uma ideia não nos pode matar. Um pensamento não nos pode matar. Acções, acontecimentos podem nos matar. Mas não é sobre a morte que estamos aqui a falar. 

Estamos a falar do medo. O medo que se generalizou e se tornou "amigo" de outros tipos de "perigos" que não os da sobrevivência humana.
E quando a sobrevivência humana não está em perigo, ou seja, a nossa própria sobrevivência, o medo poderá ser confundido com a coragem.

Porque será que muitas pessoas desistem logo de projectos ou desistem a meio ou desistem quando estão quase a alcançar o sucesso? 
Ou nem sequer começam... 
É por causa dessa sensação que eles chamam "medo". 

O monstro que tudo devora sem deixar nada para amostra.
Mas será que é mesmo medo ou será coragem? 

Ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, coragem não é ser destemido e sem medo de nada nem de ninguém. 
O corajoso tem momentos de medo e isso é o que o faz corajoso pois ele enfrenta o seu medo.

A palavra-chave é enfrentar e nunca desistir.
Usar o nervoso miudinho, o bater acelerado do coração como um impulso para seguir em frente, como uma catapulta. O coração também acelera e ficamos nervosos quando saltamos de paraquedas de um avião. E quem o faz adora a sensação. Qual é então a diferença? 

A diferença está na forma como nós encaramos e interpretamos esses sinais do nosso corpo. 


Cabe a nós encará-los como um estímulo e não como um inibidor dos NOSSOS SONHOS.


Se é algo que desejamos muito fazer devemos ser corajosos quando o medo chega. 
Como afastar esse medo ou como usá-lo como impulsionador dos nossos sonhos e das nossas vontades?

Com FOCO. 
O foco faz toda a diferença. Quando a coragem parecer não ser capaz de domesticar o medo e as sensações fisiológicas acompanhantes, pensem no vosso sonho.
Querem mesmo mesmo mesmo realizá-lo? 
Se sim então não haverá medo que persista. Mantenham o foco, nunca se esqueçam do objectivo. Mantenham sempre em mente o porquê de terem esse sonho.

E lembrem-se que a única pessoa que pode realizar os vossos sonhos são vocês mesmos! 
Lembrem-se que os corajosos também tem medo, mas que é o seu foco que faz a sua força de vontade ficar maior que os medos e os faz dar o seu grito de guerra e mesmo com o coração a bater muito forte vão à luta!!!
Sonhem em grande, aliem a coragem ao medo anulando-o ou transformando-o e nunca nunca percam o foco e nunca deixem de sonhar!
Que o nervosinho miúdo vos acorde de manhã com vontade de vencer!